terça-feira, 13 de setembro de 2011

Reportagem: sabe que pode estar a comer veneno?

Entre o dia 24 de Maio e hoje morreram na Europa 47 pessoas, e milhares foram hospitalizadas, por causa da bactéria e-coli.

A segurança alimentar é uma preocupação decididamente actual e legítima. As substâncias químicas invadiram o nosso quotidiano, a nossa alimentação. E estão na origem de muitas doenças nem sempre espectaculares. 

A comida que consumimos contém, hoje, inúmeros ingredientes perigosos para a saúde. Fomos ver como é, nas hortas à beira das estradas, na agricultura intensiva, nas mercearias de bairro e nos hipermercados. Mandámos analisar dezenas de alimentos e os resultados são surpreendentes.

Veja a reportagem «O Veneno Nosso De Cada Dia», um trabalho do jornalista Rui Araújo, com imagem de Rui Pereira, montagem de Carlos Lopes e grafismo de David Pinto.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Telemóveis em África

domingo, 11 de setembro de 2011

Memorial do 11 de Setembro no Google Earth

Veja o 9/11 Memorial em Nova Iorque no Google Earth com este ficheiro KMZ (a camada dos Edifícios 3D tem de estar activa) ou, se preferir, veja o vídeo em baixo. Obtenha no Google 3D Warehouse mais informação.

Nasa relembra o 11 de Setembro

sábado, 10 de setembro de 2011

Mapas do Sapo mostram estatísticas do INE

Os mapas do portal Sapo passaram a permitir visualizar, sobrepostos ao mapa de Portugal, dados do Instituto Nacional de Estatísticas. O objectivo é oferecer uma leitura mais simples da informação.

Os dados do INE, por serem estatísticas oficias, têm “de manter uma estrutura de informação que nem sempre é simples para o utilizador”, explicou a responsável de comunicação do instituto, Manuela Martins, em conferência de imprensa.

Nos mapas do Sapo, torna-se mais fácil perceber a distribuição geográfica dos muitos indicadores disponíveis – por exemplo, os distritos onde há mais desemprego ou aqueles onde os homens se casam mais cedo. Ao todo, estão disponíveis estatísticas agrupadas em 20 categorias, da administração pública ao turismo (no site do INE, a informação agrupa-se em 25 categorias).

A visualização das estatísticas é feita com manchas de cor, que preenchem as regiões do mapa (distritos ou concelhos, por exemplo), com cada cor a corresponder a um intervalo de valores. Os dados, porém, também podem ser vistos em formato de gráfico ou de tabela e é possível fazer comparações entre dois indicadores.

Os dados são disponibilizados nos mapas no momento em que são colocados no site do INE.

O Sapo (tal como as outras empresas que oferecem mapas online, como o Google) já disponibiliza uma funcionalidade para quem queira desenvolver aplicações com base nestes mapas e incluí-las em sites externos ao portal. A ferramenta de visualização de dados usada para as estatísticas do INE também está disponível nesta funcionalidade, permitindo a qualquer pessoa ou empresa com os conhecimentos técnicos necessários apresentar outros dados estatísticos sobre os mapas do Sapo.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Han, o bebé sete mil milhões... haverá lugar para ele?

A 31 de outubro de 2011, nascerá um bebé. Será destro, rapaz e chinês.

Esta criança - vamos chamar-lhe Han, em honra da etnia mais populosa da terra, os chineses Han - será o 7 000 000 000.º ser vivo do planeta.

Comerá mais carne, leite e ovos do que os seus pais e avós alguma vez sonharam possível. Terá, a avaliar pelos dados de hoje, mais possibilidades de vir a possuir um telemóvel do que uma conta bancária.

Nascerá mais facilmente em meio urbano, e pobre, do que rural. Assistirá, muito provavelmente, ao declínio do poder dos Estados em detrimento do das cidades, num mundo ainda mais desigual.

Mas congratular-se-á com a progressiva transferência do poder económico do Ocidente para a Ásia, onde viverá numa das 15 megaurbes com mais de 10 milhões de habitantes que essa região terá em 2025 (cinco delas na China). Quando olhar para trás, para os anos que antecederam o seu nascimento, Han verá que já prevíamos boa parte dos males que assolam o seu mundo: as mudanças climáticas, a escassez de água, o custo proibitivo dos alimentos e da energia.

E no entanto, durante algumas décadas, não parecia que fosse esse o destino de Han. Poder-se-á dizer que quando o Ensaio sobre o princípio da população saiu, em 1798, as perspetivas eram igualmente sombrias. No entanto, desde a época em que o livro do inglês Thomas Malthus foi dado à estampa, a extraordinária aventura da Humanidade não parou de se desenrolar.

Só no século XX, e apesar da pressão posta no planeta, a população quadruplicou, o nível de vida aumentou, a produção de alimentos também disparou, as taxas de mortalidade infantil desceram a pique, a esperança de vida dobrou. Durante algum tempo, já para o fim desse século, pareceu até que o preço do petróleo, das matérias-primas e da comida não parariam de descer. Já depois de 2000, segundo o Banco Mundial, saíram da linha de miséria 400 milhões de pessoas na China, 200 milhões na Índia, 50 milhões no Brasil.

Toda essa gente abandonou um menu à base de vegetais para uma ementa mais à base de carne. A China, por exemplo, quadruplicou o seu consumo entre 1961 e 2001. (Na Índia, por razões culturais, manteve-se praticamente igual). A bomba demográfica foi desarmadilhada nos países ricos, na Rússia e em alguns dos seus antigos países satélites, a população até está a decrescer (a Rússia passou de um pico de 148,5 milhões em 1991 para os atuais 142).

Mas a alvorada do século XXI parece menos prometedora. Depois de décadas de progressos na redução da fome e do número de pessoas que vivem abaixo do limiar da pobreza, assistiu-se a uma recessão global que teve início em 2008 e parece não ter fim à vista e duas crises alimentares (2007-08 e 2010-11), que atiraram de novo para uma vida abaixo do limiar mínimo de subsistência mais de 150 milhões de pessoas. As últimas vítimas são os 11 milhões de indivíduos que, no Corno de África, estão em risco de vida enquanto a ONU se debate internacionalmente para arranjar fundos e localmente para entrar numa Somália devastada pela guerra civil, privada dos seus recursos naturais pelas frotas pesqueiras do Ocidente e tornada num autêntico cemitério de lixos tóxicos pelo resto do mundo.

POBREZA E TERRORISMO

E não é só a África para lá do Sara que se vê nestas dificuldades. No Paquistão, um dos países de maior crescimento populacional do globo, a percentagem de pessoas que sofrem de "insegurança alimentar" subiu de 37% em 2003, para os 49% em 2010, ainda antes das devastadoras cheias de julho. Esta massa humana adverte Abid Qaiyum Suleri, um especialista de Islamabad "pode ser facilmente convertida ao terrorismo ". Esta opinião é repetida por David Bloom, demógrafo em Harvard, que se refere a países como o Paquistão e a Nigéria, como verdadeiras "bombas de fragmentação".

Bloom, que pode ser acusado de tudo menos de neomalthusianismo, adverte que o crescimento demográfico é um "conto de dois mundos". "As nações menos desenvolvidas são e serão responsáveis pelo crescimento populacional das próximas quatro décadas; enquanto no resto do mundo, com a exceção dos EUA, ele se manterá estável. Em 1950, 68% da população mundial residia nos países em desenvolvimento. Hoje são 82 por cento.

Mas no ano de 2050 serão 86%", disse à rádio pública norte-americana NPR. "Esses países tendem a ser os países mais frágeis de um ponto de vista político, económico, social e ambiental, pelo que a situação pode refletir-se negativamente em muitos outros lugares" um pouco a exemplo do que tem acontecido na Europa, com a chegada em massa de imigrantes de África à ilha italiana de Lampedusa.

De 2004 para cá, o índice de preços alimentares da FAO mais do que duplicou, enquanto os do petróleo iam de uns modestos 40 dólares o barril em 2000 para um pico de quase 140 em 2008 (atualmente situa-se acima dos 100 dólares um patamar tido como inatingível não assim há tanto tempo). O planeta está a consumir mais recursos do que o sustentável segundo a ONG World Wide Fund, por ano, 50% mais do que a terra consegue suportar.

UM PLANETA EM STRESSE

Olhe-se para a água: em 2015 serão já 3 mil milhões a viverem em países que sofrem de "stresse hídrico" aqueles em que a água disponível per capita é menor do que a necessária para satisfazer todas as necessidades alimentares, industriais e domésticas. Morrem 1,5 milhões de crianças com doenças relacionadas com falta de água e saneamento.

Como a gestão humana (soviética) sobre o mar do Aral já demonstrou, existe um limite a partir do qual a exploração dos aquíferos é insustentável a ponto de não matar só um lago, ou um rio, mas boa parte da atividade socioeconómica à sua volta. A situação é especialmente má na Ásia, que tem mais de 60% da população mundial e apenas 36% da água doce disponível no mundo.

Na China, por exemplo, uma fatia substancial da água usada para regadio vem de fontes não sustentáveis, como a sobreexploração de caudais subterrâneos e o desvio excessivo do caudal dos rios.

A parte final do rio Amarelo secou quase todos os anos entre 1972 e hoje, com algumas exceções pontuais, e as águas subterrâneas do Norte da China, onde se concentram 800 milhões de pessoas, podem mesmo acabar até 2020.

Um sinal de que Pequim já percebeu o problema é ter começado a importar quantidades massivas de soja ou de água, consoante o ponto de vista do Brasil. Outra, é ter entrado na corrida às terras "arrendadas" a outros estados, nomeadamente africanos (as aspas devem-se ao facto de muitos desses países não terem legislação que regule o uso ancestral e comunitário da terra agrícola e portanto os agricultores locais se limitarem a ver de repente as suas terras invadidas por maquinaria ao serviço de estrangeiros, com todo o potencial de conflito que isso desencadeia. O fenómeno chama-se land grabbing). Outros países, como a Arábia Saudita e a Coreia do Sul, já entraram nesta corrida.

Calcula-se que na Índia que terá ultrapassado a China em população em 2025 pelo menos 25% por cento dos alimentos estejam a ser produzidos com práticas não sustentáveis. O Médio Oriente e em particular a Península Arábica também está sob enorme pressão. O National Intelligence Council, dos Estados Unidos, há anos que vem alertando para a escassez de água como fonte potencial de conflitos nas próximas décadas a questão israelo-palestiniana é apenas um exemplo.

Há também sinais de que podemos estar perante uma crise crónica dos alimentos por exemplo a Oxfam publicou a 1 de junho um relatório em que prevê que o preço do milho subirá 86% até 2030, devido às mudanças climáticas. Esta subida, aliada a outros fatores, fará com que o preço das matérias-primas alimentares torne a duplicar nas duas próximas décadas, pondo os Estados como a Tunísia, a Líbia, o Egito, a Síria e o Iémen em causa. "Uma nova era de crise(s)" poderá levar "ao colapso do sistema global de produção de comida", alerta a ONG.

CEREAIS: O NOVO PETRÓLEO

A alta dos preços da energia também está a por sob imensa pressão a agricultura.

Por um lado, os fertilizantes são em boa parte feitos à base de nitrogénio sintético, que por sua vez necessita de gás natural cujos preços são tremendamente instáveis e quase duplicaram na última década. Por outro, os EUA, seguindo o exemplo brasileiro, destinam agora quase um terço da sua produção de cereais para biocombustíveis. Ou seja, os cereais passaram ser. uma espécie de petróleo e o seu preço ligado ao da energia. Outra forma de dizer isto é, como faz a Oxfam, "desviar a comida das bocas para o depósito dos carros". A Oxfam relaciona também esta política com o fenómeno do land grabbing. "Atingir os 10% de biocombustíveis na totalidade dos combustíveis gastos em transportes, globalmente terá atirado mais 140 milhões de pessoas para a pobreza em 2020." Para se ter uma ideia, na Europa seria necessária uma área quase do tamanho de Portugal para se atingir esse objetivo e a produção anual de dióxido de carbono equivaleria a mais 26 milhões de carros.

A Oxfam acusa, ainda, a especulação com os preços dos alimentos de estar a atingir níveis insustentáveis: só o Barclays Capital, um dos grandes atores no mercado de derivados das matérias-primas alimentares na Europa, terá ganho 406 milhões de euros nessa atividade, em 2010. O investimento especulativo neste mercado terá subido de 15 mil milhões de euros em 2003 para, pelo menos, 200 mil milhões, em 2008. (Outros cálculos apontam para 317 mil milhões).

Como resultado da especulação, das alterações climáticas, da subida dos preços da energia e de catástrofes naturais, os preços do milho, do sorgo e do trigo, por exemplo, aumentaram mais de 70% entre junho e dezembro de 2010 Daqui até 2043 altura em que seremos 9 mil milhões a produção agrícola terá de subir 60% para satisfazer as necessidades globais. Mas com as atuais tecnologias e partindo do pressuposto que todas as condições são ideais ela aumentaria apenas 50%, segundo a ONU. A procura de bens alimentares poderá subir entre 70% a 100%, até chegarmos a meio do século estima um estudo feito em colaboração com o Organização Mundial do Comércio e o Banco Mundial, apresentado aos ministros da Agricultura do G-20, em junho deste ano. Hoje, todos os dias são acrescentadas 200 mil pessoas à mesa de jantar da Humanidade e países como a Nigéria e o Burkina-Faso habilitam-se a triplicar as respetivas populações, caso nada seja feito para baixar as taxas de fecundidade.

Se a isto somarmos as mudanças climáticas, perto de 370 milhões de pessoas ficam em situação de "insegurança alimentar", alerta ainda a Oxfam.

Ou seja, quando nascer, Han viverá num mundo seriamente ameaçado...

João Dias Miguel

Ler mais:
http://aeiou.visao.pt/han-o-bebe-sete-mil-milhoes-havera-lugar-para-ele=f619898#ixzz1XBHBSxyh

Evolução do furacão Irene




O satélite GOES-13 está a 35 mil quilómetros da terra e registou o furacão Irene em toda a sua extenção, desde a sua criação até ao seu desaparecimento.

Neste vídeo podem ver-se, em velocidade acelerada, as imagens da "vida e morte de Irene", que nasceu como tempestade tropical, transformou-se em furacão e atingiu a América Central e quando chegou aos EUA, já era novamente tempestade tropical.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Lançada maior turbina para energia de correntes marítimas

Esta semana foi lançada ao largo da Bretanha a maior turbina do mundo (16 metros de diâmetro e 1000 toneladas de peso) destinada à produção de energia a partir de correntes submarinas.

Instalada a 35 metros de profundidade, ao largo da costa de Paimpol e da ilha de Bréhat, a maior turbina do mundo (16 metros de diâmetro e 1000 toneladas de peso) deverá passar uma série de testes em condições reais, em particular a sua resposta às correntes e ao meio natural.

Depois desta fase de testes a EDF (Electricité De France) instalará outras três turbinas na mesma zona ao curso de 2012. O parque de 4 turbinas produzirá um total de 2 MW/h, capazes de alimentar cerca de 2000 a 3000 lares. As turbinas estarão ligadas a um cabo submarino de 15 km que as ligará à rede eléctrica continental.

As turbinas do parque Paimpol-Bréhat foram construídas pela empresa irlandesa Openhydro nos estaleiros militares navais de Brest, tendo sido financiadas em parceria entre a EDF e as autoridades regionais. A região da Bretanha entrou com cerca de 25% dos custos. O projecto tem sido acompanhado pelas associações de recreio, ambientais e pescadores locais tendo sido avaliados os diferentes impactos na região. Neste sentido, a EDF chegou a um acordo com os pescadores locais para financiar em cerca de um milhão de euros um estudo sobre o impacto do parque na migração das lagostas, cuja pesca é importantíssima para a economia local.

Estima-se que o potencial de produção de energia a partir de correntes submarinas é de 2,5 a 3,5 GW em França, o que corresponde a 3 ou 4 % da produção actual de energia do país, ou seja poderá abranger alguns milhões de franceses. No entanto, um dos problemas desta forma de produção de energia é que a sua eficiência depende em grande medida da localização geográfica. O potencial da costa francesa para produzir energia a partir das correntes marítimas estima-se em cerca de 20 a 25% do potencial de toda a Europa. Melhores condições apenas se encontram nas ilhas britânicas. Na Escócia, a empresa ScotishPower Renewables está a implementar desde Fevereiro o maior parque de produção de energia de correntes marítimas, com o objectivo de produzir cerca de 10 MW a distribuir por cerca de 5 mil habitações. As maiores vantagens desta forma de produção de energia são o seu ligeiro impacto ambiental, comparada com outras renováveis, e a grande previsibilidade das correntes marítimas em contraste com a considerável aleatoriedade dos ventos, no caso da energia eólica.

Apesar de a EDF estimar o preço dos primeiros MW produzidos pelas turbinas de Paimpol cerca de 8 vezes mais elevado do que o actual preço de mercado, espera-se que nos próximos anos se consiga reduzir esses custos para um terço. A França tem como objectivo produzir até 2020 cerca de 23% de energia a partir das renováveis. A Escócia estabeleceu uma meta de 80% para a mesma data. Ambas as metas resultarão numa considerável redução de consumo e de importação de petróleo e de gás natural, o que a longo prazo constituirá uma escolha mais económica, visto que o preço destes combustíveis fósseis continuará ao aumentar ao longo das próximas décadas.




sábado, 3 de setembro de 2011

Esperança de vida nos EUA

O The Washington Post publicou um estudo do Institute of Health Metrics and Evaluation da University of Washington e com base nele criou uma ferramenta interactiva da esperança de vida nos EUA. O mapa dá-nos também informação da variação da esperança de vida entre 1987 e 2007, por county, e filtra os dados por género e raça. Aqui.

Via maptd


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Conteúdo interactivo do The Office for National Statistics

aqui postei sobre o conteúdo interactivo do The Office for National Statistics - ONS (UK Statistics Autority) - nomeadamente sobre as pirâmides etárias interactivas do Reino Unido.

Agora, podemos consultar mais conteúdo interactivo da ONS aqui. Iremos encontrar mapas animados da esperança de vida, fertilidade, mortalidade (e muito mais), ou mesmo as deslocações na grande Londres, 2001 (mapa em baixo) etc.