terça-feira, 29 de julho de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Ilha de Hashima
No século XIX, uma cidade foi montada no meio do mar com o único objetivo: ser uma base para fazer extração de carvão e alojar operários e trabalhadores. Hoje, depois de mais de 100 anos, o local é carinhosamente chamado de Ilha Fantasma.
Construída pela Mitsubishi em 1890, a Ilha de Hashima foi um projeto ambicioso do construtor de automóveis que visava transformar o pedaço de terra num espaço exclusivo para residência e extração de carvão submarino. O local, que em seu auge chegou a abrigar 5.259 moradores, está localizado na província de Nagasaki e está completamente abandonado em alto mar. O abandono começou a ocorrer quando, na década de 1960, o carvão começou a perder quota para o petróleo.
A maioria das minas japonesas começaram a encerrar suas atividades até chegar a vez da Ilha de Hashima (também conhecida por Gunkanjima ou Gunkanshima, significa: Ilha Encouraçado) ficar completamente vazia em 1974.
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segunda-feira, 16 de junho de 2014
Um milhão de pessoas nascidas em Portugal reside noutro país da União
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| A França continua a ser o principal destino da emigração. Era sobretudo para lá que os portugueses fugiam durante a Guerra Colonial |
Os números ainda não reflectem a debandada dos últimos três anos, mas a análise dos censos de 2011 permite perceber, com maior precisão, como gente nascida em Portugal se tem propagado pelo Velho Continente. Em 2011, à volta de um milhão residia noutro país da União Europeia.
É a análise feita por Rui Pena Pires, Cláudia Pereira e Inês Espírito Santo, do Observatório da Emigração, que integra o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa, numa parceria com a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas.
Não há uma revelação. Para já, as estatísticas trabalhadas só permitem afirmar, com precisão, o que tem vindo a ser dito com recurso a outras fontes, explicou Rui Pena Pires, ao PÚBLICO, por telefone. A equipa ainda não dispõe de todos os dados pedidos. Falta-lhe contar a Bélgica, cuja estatística ainda não está disponível. Não conta a Croácia, que ainda não fazia parte da União Europeia (UE), nem a Bulgária, a Lituânia ou os Países Baixos, que por imperativos legais não disponibilizam tal informação.
Os censos, que resultam de inquéritos aplicados entre Março de 2010 e Março de 2011, cifram em 960.551 os nascidos em Portugal residentes noutros 22 países da UE. Os dados estimados da Bélgica indicam outros 28 mil e os dos Países Baixos outros 15 mil, o que atira aquela população para cima de um milhão.
Os investigadores também solicitaram estatísticas aos quatro países da Associação Europeia de Comércio Livre (em inglês: European Free Trade Association). O Liechtenstein não a disponibilizou, a Islândia e a Noruega pouco representam, mas a Suíça tinha 169.458 nascidos em Portugal.
Os seis grandes destinos
França (617 mil), Luxemburgo (61 mil) e Alemanha (75 mil) destacavam-se como velhos destinos. Suíça (169 mil), Reino Unido (92 mil) e Espanha (99 mil) sobressaíam como novos destinos. Nessa meia dúzia de países concentravam-se 98% dos nascidos em Portugal residentes na UE ou nos países associados.
Era no Luxemburgo que os nascidos em Portugal causavam maior impacto. Representavam 30% dos estrangeiros residentes, 12% da população total. O outro país de maior impacto era a Suíça, onde os nascidos em Portugal já pesavam 9%. E, todos os dias, chegam mais ao Grão-Ducado e à federação helvética.
Para perceber a propensão para aqueles dois países multilingues bastará comparar censos. Em 2001, havia 41.690 nascidos em Portugal a morar no Luxemburgo, menos 19.201 do que dez anos depois. Na Suíça, a comunidade ficava-se pelos 100.975, menos 68.483 do que na altura dos últimos censos.
Em termos absolutos, como é sabido, nenhum país bate a França. Era, sobretudo, para lá que fugiam os portugueses durante a Guerra Colonial (1961 a 1974). O país nunca perdeu atracção para os portugueses. A população continua a aumentar, apesar dos incontáveis regressos iniciados com a Revolução de 1974.
Espanha em queda
Antes da actual crise, que voltou a atirar Portugal para os níveis migratórios das décadas de 1960 e 1970, era para a Espanha que os portugueses mais estavam a ir. Houve uma taxa de crescimento de 47% entre 1999 e 2001. Entre 2003 e até 2007, as taxas foram sempre superiores a 30%. Entre 2003 e 2004 alcançaram mesmo os 104%. A partir de 2007, as entradas decrescem a grande ritmo. A estatística mostra que saíram muito mais pessoas do que entraram.
O fluxo para Espanha estava muito associado à construção civil e às obras públicas, recorda Rui Pena Pires. Muitos portugueses viviam num permanente vaivém, como, de resto, é típico acontecer a quem trabalha em obras não muito distantes. Só que a crise, em Espanha, afectou muito o sector imobiliário.
O Reino Unido, sublinha o professor, é o grande destino do momento. De uns censos para outros, os residentes nascidos em Portugal passaram de 36.556 para 92.065. Com o apertar das políticas de austeridade, o número de entradas acelerou: 16 mil em 2011, 20 mil em 2012, 30 mil em 2013.
Para o Reino Unido avançam pessoas com formação baixa, média ou superior. “É aí que que a emigração qualificada tem mais expressão”, diz o investigador. Em 2011, 20% tinham curso superior. Um reflexo da emigração recente, salienta. Ainda não dispõe desse género de dados para todos os países, mas de alguns que ajudam a relativizar: 5% dos portugueses na Suíça e 3% no Luxemburgo tinham pelo menos uma licenciatura.
ANA CRISTINA PEREIRA
16/06/2014 - 08:00
ANA CRISTINA PEREIRA
16/06/2014 - 08:00
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Portugal Terra
Um documentário sobre a Natureza de Portugal que pretende levá-lo numa viagem que vai desde o Gerês a Montesinho, passando pelos picos mais altos da Serra da Estrela e pelos fantásticos rios que percorrem o nosso território. Descubra também o Montado e as Planícies Alentejanas, desça até à Ria Formosa e atravesse o Atlântico para encontrar as Ilhas dos Açores e da Madeira.
Neste documentário ficará a conhecer um pouco melhor algumas das espécies mais icónicas da fauna do nosso país.
Descubra a Natureza dos países de língua portuguesa!
terça-feira, 10 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Extensão da plataforma continental pode tornar Portugal num dos maiores países do mundo
O projeto de extensão da plataforma continental portuguesa, apresentado às Nações Unidas em 2009, tornará, se for aprovado, Portugal num dos maiores países do mundo, com um território marítimo 40 vezes superior ao terrestre com 97% de mar.
«Esta proposta revela uma nova dimensão do território que integra o leito e subsolo do mar além das 200 milhas náuticas», referiu hoje o responsável pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), Aldino de Campos.
Com esta proposta, o território português passa assim a ser de cerca de quatro milhões de quilómetros quadrados, equivalente a 91% da área emersa da União Europeia, disse o dirigente, durante o seminário «Refletir o Processo de Extensão da Plataforma Continental Portuguesa», na Faculdade de Direito da Universidade do Porto (UP).
Aldino de Campos frisou que a proposta de extensão da plataforma continental, submetida a 11 de maio de 2009, constituiu um marco fundamental no regresso de Portugal ao mar, afirmando-se como uma nação marítima.
"Portugal afirmou, perante o mundo, a sua vontade de exercer os direitos exclusivos de soberania sobre os recursos naturais, existentes no solo e subsolo desta nova zona marítima", realçou.
A apreciação deste processo está a cargo de uma subcomissão, que deverá ser constituída em finais de 2015, e que terá como tarefa fazer avaliações técnicas e recomendações, explicou.
O projeto de extensão da plataforma continental exigiu a aquisição, compilação e análise de dados batimétricos, geofísicos e geológicos para permitir conhecer a profundidade, forma, natureza, geometria e origem do fundo do mar.
Em 2008, Portugal comprou um veículo de operação remota com capacidade de mergulhar a 6000 metros de profundidade -- ROV LUSO -- para aceder aos fundos marinhos e efetuar ações de investigação multidisciplinar.
O responsável pela EMEPC revelou que a recolha dos dados envolveu 1100 dias de navegação, 250 mil quilómetros percorridos e 2,3 milhões de quilómetros quadrados de área coberta.
O secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, responsável pela preparação da submissão portuguesa, adiantou que existe no mar uma possibilidade de desenvolvimento futuro.
"Estamos a deixar um legado para as gerações futuras", frisou.
Na sua opinião, os portugueses tem vindo, gradualmente, a aperceber-se da importância de valorizar os oceanos e as zonas costeiras nas vertentes económica, ambiental e social.
No âmbito da missão da EMEPC, Portugal apoiou "países amigos", sobretudo de língua portuguesa, na realização dos processos de extensão da plataforma continental, demarcação de fronteiras marítimas, delimitação dos espaços marinhos e investigação do oceano profundo.
Diário Digital com Lusa
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terça-feira, 3 de junho de 2014
Segreção social e espacial no México
Ponto prévio, isto não é uma montagem. As fotografias mostram a verdadeira linha que divide os ricos dos pobres no México. As casas. De um lado pode ver-se o México pujante e rico, com casas fantásticas, enormes jardins e piscinas. Do outro o México pobre, com habitações sem condições mínimas de sobrevivência e com pouco espaço para as pessoas se movimentarem.
Em causa estão fotografias aéreas tiradas em Santa Fe, uma das zonas mais recentes e luxuosas da capital do país, a cidade do México. O surpreendente é que esta sequência de imagens, capturadas pelo fotógrafo Oscar Ruíz, integram uma campanha lançada pela agência de publicidade Publicis para o Banamex, um dos bancos mais importantes do país. A campanha chama-se “Apagar as Diferenças”.
O texto que a acompanha as fotografias diz o seguinte: “Estas imagens não foram modificadas. É hora de mudar. O objetivo é incentivar as pessoas a eliminar a desigualdade que existe na distribuição da riqueza do país”.
Artigo escrito por Carlos Salas, colaborador do idealista News
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